Se a notícia dos óculos da Google tivesse saído há alguns dias, em 1º de abril, poucos acreditariam.
Conceitualmente, o projeto não é inovador. Há um bom tempo a ideia de ter óculos com acesso à internet e realidade aumentada é pensada. A questão atual é comercializar tal ideia.
Apesar do burburinho na web, a própria notícia não é tão nova. Desde dezembro, circulam rumores de que a Google estaria trabalhando em um óculos com acesso à internet.
Em relação ao projeto, a reação, em geral, é cética. A Google não é uma empresa de hardware e nem tem a tradição de apresentar/popularizar conceitos tecnológicos. Esse papel de “educar/treinar” as pessoas a respeito da estranha ideia de utilizar um óculos com acesso à internet caberia bem mais a uma Apple, que, historicamente, popularizou conceitos como o de web móvel e de tablets.
Os óculos da Google parecem ser mais uma tentativa da empresa de mostrar ao mercado que continua inovando e olhando para novos horizontes.
Vaporware ou não, o anúncio da Google tem seus méritos. É inspirador, principalmente por deixar evidente que a internet nasceu para ser device agnostic (ser acessada de qualquer dispositivo ou objeto – até de um óculos); encher a bola do conceito de wearable technology (com a nanotecnologia, a ideia de tecnologias para vestir é cada vez mais real) e por último e não menos importante, mostrar que a experiência com a internet dependerá cada vez menos de navegadores (em nenhum momento do vídeo do anúncio é mostrado um tradicional navegador de internet).
Veja também: Confessionário de um Xoogler

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