Esqueça o Facebook e o Twitter. Micah Sifry, do conceituado TechPresident, é taxativo – neste ano as eleições americanas serão sobre Big Data.
Se, em 2008, na eleição da qual Obama saiu vitorioso, os chamados “analistas de mídias sociais” tinham espaço central, em 2012 os cientistas de dados estarão à frente das estratégias das campanhas para presidente.
Segundo relatório da McKinsey & Company, com cada vez mais operações comerciais sendo mediadas pela internet, a quantidade de dados no mundo tem crescido a uma taxa nunca vista.
Em cada setor da economia existe uma base de dados pronta para ser utilizada, oportunidade para os estrategistas das campanhas e as próprias publicações que cobrirão a corrida presidencial.
Na realidade, a campanha de reeleição de Obama já deu o pontapé para essa tendência. Longe dos holofotes, há uma equipe do candidato democrata dedicada dia e noite a realizar a mineração de milhares de dados gerados em atividades online e offline.
Em 2012, Sifry acredita que quem tiver acesso a maior e melhor base de dados sairá com vantagem na disputa presidencial americana.
Ou seja, a luta por quem tem a melhor presença no Facebook dará lugar à disputa para quem tem acesso a maior quantidade de dados e melhor analisá-los.
Se a teoria de Sifry estiver correta, Obama sai na frente (por incrível que pareça). O presidente e candidato já tem uma base de dados estruturada em sua última eleição, além disso, o aplicativo Obama 2012, lançado em 2011, já estaria recolhendo uma expressiva quantidade de dados a respeito de seus possíveis eleitores.
Aliás, a parceria entre Facebook e o site de notícias Politico para uso de dados da plataforma de rede social reforça os argumentos de que estamos entrando nas “Eleições do Big Data“.
O Yahoo anunciou o lançamento do The Signal, blog exclusivamente dedicado a cobrir as eleições a partir de bases de dados. Diferente de seus concorrentes, o Yahoo tem acesso a uma quantidade de informações maior – cruza base de buscas com tweets e pesquisas online.
Será que, da mesma forma que buscaram fazer com a Obamania, nas eleições brasileiras deste ano haverá a tentativa de emular este ambiente de mídia inovador e recheado de dados dos EUA? É esperar para ver.
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