Nem PayPal, nem cartão de crédito. Quem vai matar o dinheiro (de papel) de vez serão os sistemas móveis de pagamentos. Tomi Ahonen, escritor e especialista em telecom, faz a aposta.
Palestrante da HSM ExpoManagement 2011, que acontece em São Paulo, o especialista acredita que, semelhante ao que fez com outros setores (câmeras fotográficas e games), o celular mudará a indústria do dinheiro.
Os motivos para que isso aconteça são simples. Primeiro, diferente do dinheiro, o celular, ao registrar tudo, não é um meio de pagamento, mas sim um mecanismo de pagamento.
Dinheiro terá uma tela, poderá falar – prevê o especialista.
Além disso, segundo Ahonen, o celular possui uma vantagem. É o dispositivo mais próximo de nós quando fazemos ações por impulso – 70% dos americanos usam o celular enquanto fazem compras numa loja física.
Para o especialista, o crescimento da tecnologia móvel é único na história da humanidade.
Antes de tudo, é uma tecnologia viciante. Uma pessoa checa o celular, em média, 150 vezes por dia, de acordo com um estudo da Nokia, de 2010.
Até 2001, o número de celulares crescia junto com a população. Hoje, já existe mais celular do que gente no mundo. Algumas partes do mundo não têm acesso à eletricidade, mas têm às redes de celular.
Com essa alta densidade, historicamente o celular acaba impulsionando o uso de outras tecnologias e produtos, como games, câmeras fotográficas e email.
Para ter sucesso no setor, Ahonen acredita que o celular deve ser tratado como uma tecnologia diferente da internet. Ou seja, a relação entre internet e mobile deve ser parecida com a de TV e rádio. São próximos, mas diferentes. O celular cria conceitos que a internet não tem, como os ringtones.
Mesmo com essa visão, o especialista em telecom levanta um ponto que já comentei no blog – na realidade, o futuro não será mobile, mas sim multiplataforma (device agnostic). O celular será apenas um dos dispositivos entre tantos outros.
Veja também: Tributar excessivamente a internet é impedir a geração de riquezas

Deixe uma resposta para Tiago Dória Weblog » Blog Archive » Por que Google e Facebook não pensam em “mobile primeiro”? Cancelar resposta