De forma constante, temos exemplos do potencial da internet como plataforma de comunicação. Normalmente, esses exemplos se manifestam em eventos de grande repercussão. O mais recente aconteceu nesta sexta-feira, durante o Tsunami no Japão.
Enquanto serviços de telefonia (voz) e transmissões de emissoras de TV entravam em colapso, Twitter e Facebook se tornaram plataformas vitais de comunicação e de informação. No Facebook, foram registradas dezenas de mensagens publicadas a cada segundo direto do Japão.
Hashtags como #brasileirosnojapao e #prayforjapan logo se tornaram destaque no Twitter. Mais de 1.200 mensagens por minuto foram registradas no serviço de microblogging, todas vindas de Tóquio, no Japão. O Flickr virou um banco de imagens sobre o terremoto.
Se a internet não se tornou a principal plataforma de comunicação sobre a tragédia, pelo menos foi a que se manteve mais funcional para os japoneses.
Não é a primeira vez que isso acontece. Durante o terremoto no Haiti, em 2010, ela operou da mesma forma; assim como no Tsunami na Ásia, em 2004.
Tudo isso nos lembra do motivo pelo qual a internet surgiu (um dos requisitos básicos quando foi idealizada e desenvolvida) – ser uma plataforma de comunicação e de distribuição de conteúdo que se mantivesse intacta ainda que no caso de terremotos, enchentes, furacões.
Daí o fato de que, como serviço de comunicação, geralmente ela é vista como mais eficiente, além de ser “device agnostic“, ou seja, pode ser acessada por meio de praticamente qualquer dispositivo – celular, laptops, tablets, carros etc.
Portanto, durante o Tsunami no Japão, a internet está, uma vez mais, cumprindo a sua missão histórica – ser uma plataforma de comunicação que se mantenha funcional mesmo diante de grandes tragédias (uma das características que a torna tão revolucionária para a comunicação).
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