Lições do Egito

A escolha da colocação feita por Bill Gates como “Frase da semana” não foi à toa.

A respeito do recente “apagão da internet” no Egito, o executivo afirmou em entrevista à CBS que, caso você controle ou tenha um “poder militar” sobre a infraestrutura da internet, não é difícil interrompê-la.

Ou seja, quem controla a infraestutura da internet tem um grande poder em mãos.

Segundo a revista Business Week, bastaram algumas ligações do governo do Egito a alguns provedores locais para que a internet fosse interrompida em todo o país.

Facebook e Twitter, por exemplo, ficaram inacessíveis para a maioria da população.

A partir dessa perspectiva, percebe-se que Facebook e Twitter não estão numa posição tão confortável. São duas plataformas que possuem milhares de usuários, mas que dependem da infraestrutura de internet de terceiros.

A Google caminha para ser um caso à parte. Em várias partes do mundo, a empresa vem comprando infraestrutura de internet para que os serviços sofram o mínimo de limitações por parte de terceiros (principalmente produtos como Google TV, YouTube e Google Voice).  Isso também ajuda a explicar a firme posição da empresa para que a questão da “neutralidade da internet”  nos EUA esteja sempre a favor de sua estratégia de negócios ( a Google pode ter diversos problemas, mas é uma empresa que entendeu que quem administra a infraestrutura da internet tem um papel crucial).

A situação poderia ter ficado pior no Egito se lá a internet fosse a “plataforma das plataformas” – TV, rádios, jornais, sistema de pagamentos, de identidade digital, registros médicos, tudo rodando sobre ela. Aí sim, nessa hipótese, o país teria parado.

Dependendo do contexto, esse é um dos lados negativos das sinergias – tudo fica em uma única plataforma. E, conforme o pesquisador de mídia e internet Tim Wu nos lembra, com todo mundo e vários negócios em uma única plataforma, quem controla ou administra a infraestrutura dessa plataforma tem um papel fundamental.

O perigo mesmo acontece quando esse controle está sob as mãos de um governo como o do Egito.

Aliás, na semana passada, mesmo que de forma rápida, o governo do Egito mostrou ao mundo como tudo isso funciona na prática.

Veja também: Gráfico mostra onda inédita de aquisições da Google

Crédito da foto: Tango

3 respostas a “Lições do Egito”

  1. Lições do Egito

    Ai e fácil quando escrevi a ficção dentro de ficção esta um projeto matriz em rede em linha mundial

    Piloto do sistema seria a matriz com as sub-matrizes global acessa mundo, acessa todos os pais, acessa cada cidade, de cada país

    Cada país com sua intranet, e a sub-intranet para cada cidade com sua intranet

    Isso foi pensado em caso de pânico produzido pelo sistema dos que se acham Deuses do sistema ainda presente no nosso meio funcionariam, individualmente e coletivamente como se fosse uma coisa só sem ser

    Lições como essas só existem por interesse, mas não enrola mais nem mendigo de rua

    Quando isso entrar no ar

    No Brasil só não tem vários aeroportos desses e maiores, além dos portos e ferrovias

    Porque a população vota ainda nos políticos tipos ditadores camuflados, onde um manda e o resto e orquestrado, agrupando todos os políticos, numa única banda só

    Exemplo Ratinho do SBT quando foi eleito disse tentou ser político, disse que desistiu porque um manda, e o resto e figurante

    Quando todos os projetos idealizados por políticos ou pela população deviam ser fuzilados passando por uma peneira da população, indo parar nos partidos políticos para depois ser exposto nos sites laboratórios pilotos com ajuda de todos para ser analisado todos os pontos, antes durante e não depois que não serve mais para nada, deixando tudo travado

    Só servindo para os próprios políticos sem visibilidade futuro, por nos exigirmos qualificação para tudo menos para os políticos, que esta deixando bem claro que são marionetes na mão dos que mandam como querem

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  2. […] Ao que tudo indica, a Google percebeu que quem domina a infraestrutra de internet tem um grande poder em mãos. […]

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  3. […] nem a mais popular plataforma online de comunicação (aka Facebook) consegue entregar os seus serviços para os usuários. Por aí se vê que quem controla a infraestrutura tem um grande poder em […]

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