Em caso de emergência, você corre para o Twitter?

É meio estranha a ideia de enviar um email ou um tweet para a Polícia ou o Corpo de Bombeiros numa situação de emergência. Mas, no caso de haver uma grande tragédia e o telefone 190 estar fora do ar, essa questão começa a fazer algum sentido.

Segundo pesquisa feita pela Cruz Vermelha Americana, no caso dos telefones de emergência estarem fora do ar ou ocupados, uma em cada cinco pessoas tenta enviar um email, tweet ou mensagem via rede social para a polícia ou o Corpo de Bombeiros.

Por isso, 69% dos entrevistados esperam que os serviços de emergência monitorem as redes de microblogs e sociais 24 horas por dia para dar uma resposta o mais rápido possível.

Essa atitude e preocupação das pessoas faz sentido. Geralmente, em caso de grandes tragédias – terremotos, tsunamis, enchentes – a internet é o único meio que se mantém intacto. É comum lermos relatos de pessoas que, em situação de risco, tinham, por exemplo, apenas o Twitter e o Facebook para se comunicar.

Em razão disso, essa pesquisa da Cruz Vermelha está entre as mais interessantes sobre redes sociais publicadas neste ano, no sentido de que tenta, de certo modo, mensurar como as pessoas reagem a uma das principais características da internet – ser uma rede de troca de informações que permanece operacional em caso de grandes tragédias e ataques.

Segundo a pesquisa, a maioria das pessoas espera que essa rede funcione e que os serviços de emergência contatados via internet deem respostas em menos de uma hora.

O estudo foi elaborado pela Cruz Vermelha Americana a partir da percepção de que nem todos os serviços de emergência estão preparados para isso (ou melhor, talvez não tenham consciência dessa vocação natural da internet – ser o único meio que se mantém íntegro numa grande tragédia ou ataque).

Acredito que há exceções aqui e acolá. A própria Cruz Vermelha é uma delas. Quem acompanha o blog lembra que ela foi uma das primeiras a estar presente no Twitter.

Durante o Terremoto em Los Angeles, em 2008, as pessoas que assinavam o perfil da organização começaram a receber dicas sobre cuidados e alertas a respeito dos tremores.

Mensagens do tipo foram disparadas – “se você está em um carro, pare aos poucos e permaneça dentro dele até os tremores pararem”. As informações eram recebidas no celular por pessoas que estavam na área de risco do terremoto. A Cruz Vermelha respondia a alguns tweets.

Num primeiro momento, redes de microblogs foram mais eficientes que redes de telefone, que não conseguiam completar as ligações. Por isso que, a partir dessa experiência, faz todo sentido essa preocupação atual da Cruz Vermelha Americana para que mais instituições estejam atentas ao uso de redes sociais como plataforma de comunicação em caso de emergência.

Veja também: Videochamadas de emergência no 190?

Crédito da foto: Andy Wilkes

2 respostas a “Em caso de emergência, você corre para o Twitter?”

  1. […] Veja também: Em caso de emergência, você corre para o Twitter? […]

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  2. Thanks for using my picture and the photo credit. 🙂

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