A Copa do Mundo 2010 foi dos infográficos.
Durante esta semana, após a poeira baixar, algumas publicações trouxeram à tona informações dos bastidores da cobertura na web.
Em um post, a equipe de desenvolvimento do NYTimes revela que o infográfico The Live Tracker foi um dos mais difíceis de ser criado. Além de poder ser embutido em qualquer site externo ao do NYTimes (ter código de embed), o infográfico tinha informações que eram atualizadas a cada 15 segundos. Ou seja, era um “infográfico dinâmico” que mudava conforme o andamento da partida.
Para dinamizar, uma parceria foi fechada com a Match Analysis, empresa responsável por fornecer ferramentas de estatísticas para diversos times profissionais de futebol.
Outro desafio foi o infográfico que, diariamente, mostrava quais jogadores eram mais citados no Facebook. Uma das dificuldades era lidar com termos parecidos ou iguais nas mensagens da rede social. Por exemplo, dois jogadores que tinham o mesmo sobrenome. No caso, o NYTimes recebeu um suporte exclusivo do Facebook para minimizar esse problema.
O Boston Globe, por sua vez, trabalhou com a participação da audiência. Um mês antes da Copa, a publicação perguntou aos seus leitores quem gostaria de participar da cobertura do campeonato de futebol. Um questionário foi colocado no ar e depois as propostas analisadas. Ou seja, foi feito um pré-cadastro, uma pré-seleção, semelhante ao que a TV Cultura fez no Brasil durante a cobertura participativa da Virada Cultural, em 2008.
Essa participação no Boston Globe resultou em fotos e relatos exclusivos enviados por leitores do jornal que estavam na África do Sul.
As equipes das duas publicações são unânimes em afirmar que a cobertura da Copa 2010 foi uma grande oportunidade de aprendizado.
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