Numa época em que boa parte da indústria busca um “modelo de negócios” para o mercado de vídeo online, Joe Michaels, responsável pelo desenvolvimento do MSN Video, apontou esse caminho para a publicidade em vídeos, durante palestra no Congresso TV2.0, em São Paulo.
Segundo ele, o Hulu é o melhor exemplo de que é viável o modelo de vídeo subsidiado por publicidade. No Hulu, 2º site de vídeos mais visitado nos EUA, os usuários podem escolher quando e qual comercial querem assistir.
Durante a sua apresentação, Michaels, que desde 2001 trabalha na divisão de vídeos do portal MSN, compartilhou erros e acertos cometidos no mercado.
Segundo ele, as pessoas gostam de assistir a grandes eventos online porque têm mais controle sobre o conteúdo. O executivo citou a transmissão ao vivo dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, feita em parceria com o site da emissora de TV NBC. As pessoas podiam escolher até qual ângulo de câmera queriam assistir.
Pelo que percebi, durante a apresentação, Michaels defendeu muito o papel da internet como “equalizadora” de eventos. Ele chegou a afirmar que, num futuro próximo, será difícil encontrar um grande evento que não seja transmitido pela web e não tenha integração com redes sociais.
Porém, o executivo lembrou que muito do conteúdo consumido na internet ainda vem da TV (como conteúdo, a TV é a grande referência), mas a tendência é isso mudar. Neste sentido, a internet segue o mesmo caminho da TV que, em seu início, reproduzia conteúdo de outras mídias. Somente após um tempo passou a ter produção própria.
Sobre o futuro dos vídeos online, Michaels arriscou alguns caminhos – uso crescente do cloud computing, de funções que permitam assistir e comentar vídeos com outras pessoas ao mesmo tempo, além de algo na linha do conceito do Projeto Natal, da Microsoft, ou seja, câmeras que captem nossos movimentos e permitam interagir com o que está sendo exibido na tela.
“Internet é amiga” – Durante o período da tarde no TV2.0, aconteceram debates que reuniram representantes das principais emissoras e empresa de TV a cabo no Brasil, além de Ariel Alexandre, fundador do Videolog. Em resumo, o consenso geral foi de que a internet é mais amiga do que inimiga da TV. O consumidor utiliza várias e não uma única plataforma para consumir conteúdo. Na realidade, uma pode ajudar a alavancar a audiência da outra.
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