Recado da Google aos jornais

“Experimente, experimente, experimente”

Esse foi recado que Hal Varian, economista chefe da Google, deu aos jornais em post publicado nesta terça-feira em um dos blogs da empresa de busca.  Além de executivo da Google, Varian é autor de diversos livros, como o clássico Economia da Informação,  de 1999, que, diga-se de passagem, serviu de base para a criação da estratégia de empresas ligadas à web.

Alguns pontos do artigo:

– É um dos textos mais duros escritos por um executivo da Google. Diferente de Eric Schmidt, diretor geral da Google, Varian admite que a publicidade online não consegue gerar tanta receita para as publicações. Por meio de diversos números, ele fornece um cenário bem pessimista.
– O “baixo custo” da internet pode ser uma vantagem. Segundo ele, 50% do gasto de um jornal impresso é com distribuição e impressão.
– Varian acredita que é possível cobrar por conteúdo, mas somente publicações que tenham “conteúdo diferenciado”. Ou seja, uma minoria.
– Kindle, iPad e outros leitores podem representar uma esperança para a indústria, no sentido de que podem fornecer uma experiência mais “rica” de leitura.

Discordo de Varian em um ponto, acredito que essa questão de cobrar por conteúdo está ligada cada vez mais ao tipo de usuário do que ao tipo de conteúdo.

Veja também: Importância da publicidade separa Google e Murdoch

Crédito da foto: Rodho

12 respostas a “Recado da Google aos jornais”

  1. Também vale a pena dar uma olhada no recado do Marc Andreessen: Burn The Boats

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    1. @Maurício Maia

      Obrigado, Maurício!

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  2. mas o tipo de usuário não está diretamente relacionado ao tipo de conteúdo. Acho que os dois se misturam, não dá pra diferenciar.

    abs

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    1. @Pedro Daltro

      Sim, estão ligadas, mas na hora de fixar o preço, o tipo de usuário é usado como referência. Exemplo, o NYTimes que em seu sistema de cobrança vai oferecer o mesmo produto, mas com “preços diferentes” para públicos diferentes.

      abs

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  3. corrigindo:

    mas o tipo de usuário não está diretamente relacionado ao tipo de conteúdo? Acho que os dois se misturam, não dá pra diferenciar.

    abs

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  4. Avatar de JORGE LEITE PINTO
    JORGE LEITE PINTO

    E vai outro recado, para o “PIG”:
    Preparem-se para a FALÊNCIA!

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  5. A Google me parece querer quebrar o paradigma do “há lugar para todos”.
    Não está correta essa linha de pensamento.

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  6. Avatar de LUIZ HENRIQUE AELAR
    LUIZ HENRIQUE AELAR

    ‘acredito que essa questão de cobrar por conteúdo está ligada cada vez mais ao tipo de usuário do que ao tipo de conteúdo’

    com certeza esse é o grande fato, pois em um mundo cada vez mais capitalista, no fundo no fundo o conteúdo não é o ponto determinante pelos custos com a mídia, ainda temos que aceitar, tanto ricos quanto pobres, o inevitável futuro da cobrança pela mídia.

    Abraço Dória, parabéns pelo trabalho.

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  7. Prezados, boa tarde! Acredito que num futuro próximo as HPs e Lexmarks da vida irão criar uma máquina de impressão que vai atender individualmente aos clientes. Ou seja, no começo serão disponibilizadas nos birôs das esquinas da vida ou mesmo nas corporações a um preço acessível. E aí leitor vai escolher o que quer ler, independente de quem publicou. Vai pegar uma matéria de uma revista outrra de outra e assim por diante. Vai pagar um royaltie para cada veículo do qual fez down load de cada matéria e pronto. Monta a revista customizada do jeito que ele quizer, imprime as páginas, faz o acabamento e vai feliz pra casa ou para o final de semana, ler tão somente o que deseja. O que acham? É razoável admitir esse cenário?
    abraço
    GB

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  8. O problema é que os jornais viraram partidos políticos e perderam a credibilidade não há como negar isto. Os jornais são cheios de truques e os governos perderam o mêdo deles e não mais os sustentam. A internet nos libertou das porcarias…

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  9. Resposta ao colega #Guilherme Berriel

    Caro, vc realmente acredita que um usuário no futuro vai se dar ao trabalho de estar em uma plataforma digital, podendo escolher o que quer ler na tela em algum sistema de segmentação por perfil de leitura do usuário criado possivelmete por um jornal e mesmo assim separar o que quer ler para depois IMPRIMIR?? e só então sentar-se para ler?
    Essa não seria a proposta de quebra e segmentação dentro de um kindle?
    Não é mais fácil segmentar a informação e ler na própria tela, já que a mesma já está separada?
    Para que imprimir?

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