Redes sociais facilitam o contato de jornalistas com fontes, mas, por outro lado, são um ambiente propício para a propagação de boatos e falsas informações, o que ajuda a destacar o papel de “curadoria” que a mídia tradicional realiza.
Essas são, em resumo, as primeiras conclusões que se dá para tirar do relato do jornalista Janic Tremblay e respeito de um experimento que ele participou recentemente.
Durante 5 dias, Tremblay e outros 4 jornalistas viram o mundo por meio do Twitter e do Facebook. Os cinco ficaram hospedados, isolados, em uma fazenda no sul da França, apenas utilizando os dois sites como fonte de informação.
O objetivo era testar a veracidade e o valor das notícias trafegadas nas redes sociais.
O experimento chegou ao fim nesta semana e Tremblay deu uma entrevista para a BBC Radio com as suas impressões preliminares.
As conclusões vão bem ao encontro do que escuto quando converso com jornalistas profissionais. Redes sociais e de microblogs são uma faca de dois gumes para o jornalismo. Ao mesmo tempo que facilitam o trabalho dos jornalistas (no contato com fontes e informação em primeiro mão, por exemplo), tornam o ofício mais trabalhoso para os jornalistas.
O jornalista que retira informações ou participa dessas redes sociais precisa ter um senso de apuração muito bom para não propagar falsas informações ou cair, por exemplo, em pegadinha de perfil “falso” no Twitter e, no final das contas, acabar entrevistando uma fonte falsa.
Por outro lado, essa conclusões preliminares mostram um dilema com qual a mídia (jornais, tvs e blogs profissionais) tem que lidar hoje em dia, que é manter os seus critérios de apuração e publicação e, ao mesmo tempo, competir com o ciclo de velocidade com que as informações são publicadas no Twitter e no Facebook. Informações frescas ou bem apuradas?
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Crédito da foto: Jason Roger

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