
Duas coisas chamaram a atenção no caso do avião (US Airways 1549) que fez um pouso num rio em Nova York nesta quinta-feira. Primeiro, a destreza do piloto. Segundo, a foto publicada no twitter pelo empresário norte-americano Janis Krums, que flagrou o avião no rio antes da imprensa chegar.
Krums tirou a foto com seu iPhone e a enviou direto para o Twitpic, um serviço de publicação de fotos que é integrado ao Twitter. Você publica a foto e automaticamente uma mensagem é enviada ao serviço de microblog. A foto, claro, repercutiu. Não há como negar. É uma das melhores imagens sobre o acidente.
A MSNBC foi a mais rápida e, 20 minutos após a foto ser publicada no twitpic, fez uma entrevista com Krums. Alguém dentro da MSNBC já teve ter percebido que o Twitter é uma fonte de pautas e palco dos primeiros relatos de muitos acontecimentos, o que mostra a importância de jornalistas estarem monitorando essas redes (flickr, twitter, orkut), como rádio-escuta mesmo, e agregar o conteúdo relevante encontrado nestes ambientes às suas reportagens.
Pelo que vejo na maioria das redações, isso ainda não é bem uma realidade, até por que ainda existe aquela visão: flickr, twitter, facebook? Isso é coisa da editoria de tecnologia… mas voltando à questão da foto, vale notar duas coisas:
1) Krums não enviou a foto para nenhum site de jornalismo cidadão/colaborativo/participativo. Ele simplesmente pegou o telefone, tirou a foto e enviou para a sua rede de contatos mais próxima com quem provalmente troca mais informações no dia-a-dia – twitter. O que é a atitude mais natural (já comentei sobre isso no blog).
2) O twitter foi muito bom em hospedar os primeiros relatos, mas na hora de saber por que o avião fez esse tipo de pouso, quantas pessoas se feriram, se o piloto fez a coisa certa, se era a primeira vez que acontece esse tipo de acidente na região, o negócio foi correr para a grande mídia, que fez o que sabe fazer melhor – explicar o fato detalhado e trazer informação editada, mais aprofundada.
Ao contrário do que alguns dissem que esse caso demonstra o fim da grande mídia (sim, existe gente que em 16 de janeiro de 2009 ainda escreve essas coisas), o pouso do US Airways 1549 revela que os dois podem coexistir. Cada um cumpriu a sua função. O Twitter reuniu os primeiros relatos e a chamada grande mídia trouxe a informação editada, mais organizada e legível.
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