
O jornal Financial Times relança nesta terça-feira o seu site com uma nova home. Em relação ao seu site anterior, é um grande diferencial.
Mas em relação aos concorrentes, é mais do mesmo. Mais espaços em branco, títulos maiores, no entanto, cada mídia no seu canto e não integradas, como manda a “nova tradição”.
No modelo de negócios, o site continua na mesma. Cobrar pelo acesso à parte de seu conteúdo. Modelo que o jornal não pretende mudar tão cedo.
No final dos anos 90, o acesso ao FT.com era gratuito, mas devido a ter um setor comercial muito fraco, tinha pouca receita com publicidade. Para virar o jogo, começou a cobrar pelo acesso em 2007.
Porém, o mais importante da mudança do site do FT, que já começou há umas 3 semanas, é outra coisa.
É o lançamento do The Long Room, um “ambiente virtual” onde as pessoas podem discutir diversos tópicos da semana junto a jornalistas, analistas de mercado e comentaristas do jornal.
Os leitores podem fazer o upload de vídeos, textos e áudios para incrementar mais ainda as discussões.
O nome da nova seção é uma alusão a um restaurante/bar inglês de mesmo nome, onde os investidores tinham o costume de se encontrar para bater um papo, trocar umas idéias.
O The Long Room é o avanço mais significativo do tradicional jornal para a participação dos seus leitores e revela mudanças bem mais profundas que estão a caminho.
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