Vitrine de tecnologias durante apuração nos EUA

As empresas de comunicação nos EUA (TVs, rádios, sites de jornais) aproveitaram ao máximo as eleições para testar e apresentar novas tecnologias, integrações e abordagens de conteúdo.

Foi uma verdadeira vitrine.  Bastante coisa foi mostrada. Separei o que de mais interessante foi utilizado durante o processo de apuração nesta terça-feira. Se alguém souber de mais, é só escrever nos comentários:

1) No YouTube e na TV – A emissora de TV PBS fechou uma parceria com o YouTube e lançou o Video Your Vote. Convidou as pessoas a registrarem a sua experiência de votar. Os vídeos foram plotados no mapa. Alguns foram exibidos na TV.

É bem parecido ao que a TV Cultura fez durante a cobertura da Virada Cultural neste ano, em São Paulo.

2) O melhor gosto musical – Ao invés de votar em Obama ou McCain por questões políticas, no site de música Imeem você era convidado em votar em qual dos dois tinha a melhor playlist.

3) Um gráfico vale mais que mil palavras – Depois que o NYTimes começou a colaborar com o Many Eyes, projeto da IBM sobre visualização de dados, o jornal passou a utilizar infográficos de acompanhamentos em diversas coberturas.

Durante a apuração, por exemplo, criou um dos melhores painéis para acompanhar os resultados, que centralizou dados da CNN, NBC, Fox; e lançou outro, mais interativo. Você era convidado a dizer qual era o seu estado de espírito em relação ao possível resultado das eleições.

No final, uma nuvem de tags foi montada com os sentimentos dos leitores. Um verdadeiro termômetro da apuração, mais humano, para fazer um contraponto aos números, mais frios.

4) Só falta teletransporte – Depois da sua “parede mágica“, a CNN estreou o uso da “tecnologia de holograma” durante a apuração.

Uma repórter que estava em Chicago aparecia no estúdio em holograma, em Nova York.

O músico Will.i.am, do Black Eyed Peas, também foi projetado em 3D no estúdio.

5) Sem olhar para o próprio umbigo – Achei positiva a integração que a CNN fez com a rede social Facebook.

Ao invés de seguir o WSJ e querer reinventar a roda, criando mais uma rede social e forçar os usuários a ter mais um perfil em mais um site, a emissora integrou o seu fórum de discussões à Facebook.

Ao fazer o cadastro no fórum e autorizar a integração, ele puxou todos os dados do meu perfil na Facebook – não precisei criar mais um perfil – e indicou quais dos meus contatos estavam no fórum da CNN.

Fora isso, as discusões que aconteciam  no fórum da CNN eram publicadas na Facebook e vice-versa.

6) Fluxo contínuo de informações – Por fim, a emissora britânica BBC montou um livestream das eleições. Um fluxo contínuo de comentários rápidos de colunistas junto a comentários enviados por telespectadores e repórteres da emissora de TV que estavam nas ruas.

A transmissão ao vivo pelo site era acompanhada do livestream.

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6 respostas a “Vitrine de tecnologias durante apuração nos EUA”

  1. Parabéns pelo post….Não podia de deixar de citá-lo em meu blog. Abs

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  2. Mas era um equipamento de holografia mesmo? Ou apenas cameras posicionadas ao redor e de acordo com o angulo, era selecionado a camera?

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  3. @Mano

    A impressão que eu tive é que eram câmeras. Não era holograma, mas chromakey.

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  4. […] (Contribuições: Brainstorm #9 e Tiago Dória) […]

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  5. […] fechar o assunto do post Vitrine de tecnologias durante apuração nos EUA, antes mesmo do resultado das eleições, o NYTimes produziu um mini-documentário sobre as […]

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