
Mesa reservada para os twitters
Na sexta-feira, participei de mais um experimento envolvendo o uso do Twitter. A CPFL Cultura me convidou para participar como “twitter convidado” de uma palestra do cientista Silvio Meira.
Foi realizada no próprio espaço cultural da CPFL, em Campinas, dentro da programação do Café Filosófico, que conta com um programa na TV.
Fiz comentários em cima da palestra utilizando a ferramenta de microblogging, no mesmo esquema do Roda Viva, da TV Cultura. Dividi os comentários com o Pedro Markun, que também foi convidado.
Foi uma experiência beta por parte da CPFL.
Para quem acompanha o blog e os textos do Silvio Meira, a palestra não teve muitas novidades. Achei interessante quando ele falou que devemos “virtualizar” mais as empresas para acabar com o problema do trânsito nas grandes cidades.
É por aí, incentivar mais as pessoas a trabalharem de casa.

Mas voltando à questão do Twitter. A CPFL Cultura transmitiu a palestra ao vivo em seu site. E, em nenhum momento, os nossos comentários dispensaram essa transmissão. Na verdade, a intenção foi criar mais uma camada de informação.
Por parte da CPFL Cultura, daqui para frente, seria interessante agregar melhor os comentários à transmissão ao vivo ou ao seu programa na TV que transmite as palestras. Criar um streaming dos comentários que estão sendo feitos no Twitter seria um caminho.
A pessoa assistiria à transmissão ao vivo em vídeo e, no computador, leria os comentários ao lado na mesma tela e, na TV, em um GC.
Seria útil pelo motivo de que a pessoa que não conhece um serviço como o Summize, que agrega mensagens do Twitter, tem que ficar, no computador, com duas janelas abertas, acompanhando os comentários dos twitters. Um “streaming de comentários” juntaria tudo numa tela.

Após a palestra, o Twitter foi assunto durante um jantar. Meira comentou por que a ferramenta faz sucesso – permite informações personalizadas, você recebe informações apenas de quem quiser.
Mas acrescento outros fatores, como simplicidade, não imediatismo nas conversas e trabalhar em cima de um dos benefícios da rede – você poder consumir e produzir informação de qualquer lugar.
A TV a cabo trouxe a noção de informações 24h/7 dias por semana, a web trouxe a noção de informações disponíveis de qualquer lugar. E o Twitter trabalha em cima disso, informação disponível de qualquer lugar.
O que percebi nestas duas experimentações das quais participei – no Roda Viva e agora na CPFL Cultura – é o quanto as empresas estão absorvendo mais rápido essas novas ferramentas de comunicação.
E de uma forma simples, sem muita burocracia. Seguem assim, sem precisar colocar selo abaixo do logotipo, o conceito de beta na prática – experimentar e aprender constantemente.
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