
Comprei o aparelho em janeiro e resolvi fazer uma “prova de fogo” com ele durante a Cparty
Encerrando os posts sobre a Campus Party Brasil, resolvi publicar um review do celular Nokia N95. Já que a maioria das análises que eu li por aí é voltada para a utilização por um “usuário comum”, achei interessante fazer um post com foco no uso do aparelho para a prática do jornalismo ou do jornalismo cidadão.
Apesar de não ter o mesmo hype, acredito que o N95 tem a mesma importância que o iPhone para a área mobile.

O celular é um pouco “mais grosso” em relação a aparelhos convencionais
O burburinho em torno do N95 é pelo fato do gadget ser um verdadeiro “canivete suíço”. Possui uma câmera de 5 megapixel, que grava vídeo com qualidade para TV, GPS e diversas funcionalidades de um smartphone, além de um aplicativo que permite fazer streaming, transmissão ao vivo em vídeo.
A agência de notícias Reuters adota o celular em seu kit multimidia que é utilizado por alguns jornalistas de sua equipe.
O grande diferencial do N95 é a sua qualidade na gravação de vídeos. Para vocês terem uma noção melhor, separei dois vídeos que eu fiz durante a Campus Party. A qualidade era para estar melhor, mas caiu um pouco devido à compressão do Vimeo, site onde hospedei os dois exemplos.
Nos dois casos acima, usei a qualidade máxima de gravação. Ele consegue gravar uma hora nesse modo. E a captação de áudio foi feita com o próprio microfone embutido do N95 – existe um microfone de lapela bluetooth, mas é vendido separadamente.

Display de 2,6 polegadas permite que você assista a vídeos
Durante o uso na Campus Party, o que me incomodou foi que o aparelho simplesmente travou na edição de um vídeo maior – mais de 30 minutos -, além do tempo da bateria. No 2º dia da cobertura, quando fiz diversos vídeos, fui obrigado a recarregá-la duas vezes. Com o uso do Wi-Fi então, a bateria dura menos ainda.
E ainda. Achei o aparelho lento na transição do modo câmera para o painel de aplicativos e vice-versa. Algo que deveria ser mais rápido, principalmente em um tipo de celular que vem sendo utilizado para a prática do jornalismo. Muita vezes, acontece algo de repente e você precisa ativar a câmera de forma rápida.
Mas, no geral, o aparelho é ótimo para quem gosta de produzir conteúdo. O editor de vídeos é bem completo, consigo fazer cortes, colar trechos, inserir uma trilha musical ou um off e ainda fazer aberturas para os vídeos. Tudo no celular e em questão de minutos.

Editor de vídeos
Para blogueiros e empresas de mídias que desejam investir em jornalismo online, acho que vale a pena adotar o aparelho. A Reuters já o utiliza e a TV Jornal de Pernambuco também.
O custo-benefício é bom – o N95 dispensa carregar filmadora e câmera fotográfica amadora. E torna a cobertura mais ágil. Eu mesmo fiz a cobertura da Campus Party somente com ele.
Em menos de 3 minutos após filmar a aula de axé da madrugada, da Campus Party, o vídeo já estava no ar no meu Tumblr. Idem para a manifestação contra o projeto do senador Eduardo Azeredo.

Câmera principal, lente Carl Zeiss: o celular tem duas câmeras
Aliás, sobre a questão da rapidez de publicação. Percebi que alguns colegas na sala de imprensa tinham que filmar, enviar os vídeos para redação, para alguém lá fazer a edição, conversão e colocar no ar. Um verdadeiro caminho desnecessário e burocrático e que atrapalha a dinâmica de uma cobertura.
No fundo, o N95 tem o papel de evitar isso. É uma ferramenta para desburocratizar uma cobertura jornalística.
Pontos fracos
Bateria fraca
O teclado não é QWERTY
Lento na transição da câmera para o painel de aplicativos
Pontos positivos
Qualidade da câmera
Editor de vídeos é bem completo
Custo-benefício
No Submarino, o N95 é vendido na faixa de 1.800 reais, mas o preço pode chegar a 2.300. O valor depende da operadora – se utilizar um plano pago e tiver mais de um ano como cliente, ganha descontos na compra do aparelho. O negócio é pesquisar com a sua operadora.
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