
Bruno Rodrigues já comentava – o que diferencia o jornalismo online do feito com a ajuda de outros suportes é que a notícia não morre. Interatividade e rapidez o rádio sempre teve, às vezes até mais rápido e eficiente que a internet.
A internet é uma das poucas mídias onde a notícia não morre [sempre está acessível por meio de mecanismos de busca], não fica amarelada ou empoeirada em uma fita. Ela permanece. Um bom exemplo desse conceito foi registrado nesta semana pela Folio.

Em março, a Condé Nast, editora responsável pela edição da Wired e da Vogue, entre outras revistas, parou de publicar a Child. Parou em termos. Sem atualizações, o site da revista continuou no ar.
O endereço teve um aumento de 436 mil, em agosto, para 534 mil visitantes, em setembro. Quase 100% das visitas vieram dos mecanismos de buscas. Eram pessoas que estavam procurando por uma informação e acabavam caindo no site da revista.
Imagina se a revista estivesse na ativa? O mesmo está acontecendo com outras publicações da Condé Nast que saíram de circulação, mas que continuam com os arquivos de seus sites no ar. Por aí, a gente vê a importância de um site de notícias ter uma boa indexação e um sistema de arquivamento decente.
Não é à toa que, volta e meia, um blog sempre aparece na frente nos resultados quando você procura por uma informação no Google. Há bastante tempo eles já perceberam que a notícia e os posts não morrem na rede e sabem ganhar tráfego em cima disso.

Percebe-se que os sites de notícias, em sua maioria, ainda acreditam que a missão deles é somente dar a “notinha quentinha” da última hora. Coisa que as rádios e as TV’s já fazem há muito tempo e, às vezes, com mais eficiência. E largam seus bancos de dados de lado.
Enquanto poderiam estar fazendo dinheiro em cima deles e usá-los como um guia nas pautas [às vezes, o fato de uma notícia antiga ser muito acessada indica novo interesse pelo assunto]. Essa visão tende a mudar. Vide o novo reposicionamento do NYT, que leva, mais uma vez em conta, a importância da notícia de ontem.
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