Um livro que está na minha cabeceira é Resilience, de Andrew Zolli, diretor da Pop!Tech, uma das principais conferências sobre ciência e tecnologia e da qual fui “blogueiro oficial” em 2007.
Em tempos de disrupção, desconstrução e morte disso e daquilo, o livro de Zolli é corajoso. O diretor da Pop!Tech pergunta – Por que algumas empresas sobrevivem a tantos imprevistos e outras não? Qual o motivo de algumas tecnologias não morrerem? Por que algumas comunidades e sistemas são mais aptos a absorver mudanças? Por que, mesmo depois de diversas disrupções, algumas comunidades inteiras conseguem voltar ao seu estado natural?
Em parceria com a jornalista Ann Marie Healy, Zolli disseca a capacidade de comunidades, empresas e sistemas tecnológicos de resistirem e sobreviverem a diversas mudanças e crises. Ao analisar diversos casos históricos e recentes, como a crise econômica de 2008, Zolli descobriu que existem alguns padrões comuns de resiliência. Comunidades e empresas que são adeptas de uma monocultura têm mais dificuldade de se levantarem após uma queda.
Ter consciência de que todos nós vamos errar e aprender a lidar com isso e não simplesmente evitar as crises são um bom começo. Por sua vez, inteligência de rede, descentralização e autonomia são algumas das melhores armas para aumentar a capacidade de resiliência num tempo de incertezas como o presente.
Percebe-se que alguns dos “insights” do diretor da Pop!Tech são bem interessantes para a gestão de tecnologias e comunidades. Em breve, comento melhor sobre o livro.
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