Qual você prefere: aplicativo generalista ou específico?

Uma das principais discussões na área de desenvolvimento editorial de diversas empresas diz respeito a qual modelo de aplicativo utilizar na estratégia de conteúdo em dispositivos móveis. Aplicativos generalistas ou específicos?

Os específicos são aqueles baixados e usados uma única vez. São monotemáticos e, geralmente, desenvolvidos para a cobertura de grandes eventos. Exemplo: o aplicativo que a NBC News criou para que as pessoas pudessem acompanhar o casamento real na Inglaterra.

Por sua vez, os generalistas são os que dão acesso a vários produtos de uma mesma organização e abordam vários temas. Exemplo: o aplicativo da ABC que fornece acesso a todos os programas da rede de televisão.

Existem vantagens e desvantagens em cada um. A discussão é quase sem fim.

Aplicativos generalistas permitem que um produto pegue carona no outro. A pessoa baixa o aplicativo para acompanhar um programa de TV, mas acaba conferindo outro que está a um botão de distância. Numa só tacada você elimina a barreira de mais de um produto.

Por outro lado, os aplicativos específicos possibilitam um foco melhor no conteúdo, nos recursos e nas experiências próprias, porém geram um custo maior de desenvolvimento. Imagine criar um aplicativo para cada evento – posse do presidente, casamento real, final de campeonato.

Algumas publicações trabalham simultaneamente com os dois tipos de aplicativos. O Guardian, por exemplo, tem um aplicativo generalista (com todo o conteúdo do jornal) e outro específico que acaba destacando uma área em que o jornal se sobressai no mercado – fotojornalismo.

Nesta semana, o Washington Post deu um argumento a favor dos aplicativos específicos – a sua capacidade de induzir a cobrança de conteúdo.

O jornal anunciou o lançamento do WP Politics, voltado para iPad e somente com conteúdo sobre política, aliado a vários recursos – infográficos, animações, vídeos etc.

O aplicativo adota o modelo freemium (algumas seções são pagas). Intencionalmente, o aplicativo é específico e monotemático, o que ajuda a atingir de forma certeira a audiência mais faminta por conteúdo sobre política. Ou seja, uma base mais fiel de leitores que, de uma forma ou outra, estaria mais propensa a pagar pelo acesso ao conteúdo.

É mais um experimento das grandes publicações na área de aplicativos.

Veja também: Cinco coisas que marcaram a área de mídia e tecnologia em 2011

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *