Na mesma semana em que o Facebook contrata um jornalista para melhorar a sua comunicação em Washington, o site da revista Fortune publicou um artigo sobre algo que já havia comentado por aqui, sobre a linha tênue entre a Google e o governo americano.
A matéria assinada pelas jornalistas Jia Lynn Yang e Nina Easton mostra que a lua de mel entre Obama e a Google é antiga. Começou em 2004, quando o político visitou o QG da Google, na Califórnia, fato que está registrado em seu próprio livro “The Audacity of Hope“.
A partir daí, foram vários capítulos. Executivos e funcionários da Google tornaram-se doadores da campanha de Obama. Doaram aproximadamente US$ 803 mil, sendo que Eric Schmidt, atual diretor geral da Google, atuou na equipe de transição do presidente americano. O capítulo mais recente foi o fato de executivos da Google serem indicados para cargos no governo Obama.
Recentemente, Andrew McLaughlin, chefe global de políticas públicas da Google, deixou a empresa para assumir o cargo de diretor do gabinete de tecnologia de Obama.
Google e Obama tem afinidades do ponto de vista de “cultura corporativa”. Mas essas afinidades podem ajudar a Google em muitos casos. Atualmente, em Washington, a empresa se prende a 4 questões – neutralidade da internet, acusações de monopólio (caso Google Books), violação de privacidade, além de conflitos de interesses (executivos da Google estão ligados à diretoria da Apple).
Do ponto de vista jurídico, a empresa estaria cada vez mais entrincheirada nestas questões.
Parece que a Google aprendeu por osmose com a Microsoft, que demorou anos para perceber a importância de ter pessoas que defendam os seus interesses em Washington. Segundo o livro de DearLove, a Microsoft somente percebeu isso após sofrer o processo por monopólio no caso do IE.
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