
Enquanto a gente se divertia arremessando celular, o burburinho, neste final de semana, lá fora é sobre o fato da agência de notícias Associated Press ter proibido diversos blogueiros de usarem trechos de suas matérias.
Um guia sobre como utilizar o conteúdo da AP foi anunciado. O documento dá margem a interpretações. Mas, pelo que está entendido, blogueiros não poderão copiar, mas apenas resumir trechos de matérias da agência.
Realmente, proibir de utilizar trechos pessoas que simplesmente estão comentando uma declaração dada por uma fonte ou uma matéria da AP não faz nenhum sentido.
Agora, implicar com blogs de grande visitação, que têm mais visitas que um site de notícias e utilizam o conteúdo da agência regularmente, a priori, faz todo o sentido dentro do modelo de negócios da AP.
Recentemente, a AP pediu para que um blog retirasse de seus posts trechos de matérias da agência. Um posicionamento bem diferente da concorrente Reuters, que até já liberou o uso de sua API.

Apesar de ter uma parceria com um dos mais tradicionais jornais do mundo, o Washington Post, mais uma vez, Michael Arrington, do TechCrunch, aproveita para dar uma espetada em um veículo da “malvada” grande mídia e lançar um boicote à agência de notícias.
Não entendo essa gritaria toda feita pelos blogs. Às vezes, parece que falta assunto. Como se o conteúdo da AP fosse tão indispensável e exclusivo que não seria possível viver sem ele.
Basta não linkar e não utilizar o conteúdo deles. Ou seja, o mesmo procedimento para sites de notícias que fecham o seu conteúdo e não fornecem vídeos “embedáveis” e que funcionam em diversos navegadores. Não tem segredo.
Quem mais sai perdendo são eles. Perdem distribuição, links e, o mais importante, relevância para o seu conteúdo na rede.
A mesma relevância, tão almejada por quem produz ou distribui conteúdo na rede.
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